A Federação Italiana de Golfe confirmou a morte do adolescente Emanuele Galeppini, vítima do incêndio ocorrido em Crans-Montana, na Suíça, durante a madrugada do Ano-Novo. Em nota oficial, a entidade lamentou a perda e descreveu o jovem como um “atleta apaixonado”, manifestando solidariedade à família e aos amigos. “Em momentos de profunda tristeza, nossos pensamentos estão com seus familiares e todos que o amavam. Emanuele ficará para sempre em nossos corações”, afirmou a federação.

Segundo o jornal suíço Le Matin, Galeppini tinha 16 anos e é a primeira vítima oficialmente identificada da tragédia. O embaixador da Itália na Suíça, Gian Lorenzo Cornado, informou à emissora Sky TG24 que ao menos 13 cidadãos italianos seguem hospitalizados e seis continuam desaparecidos. O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, é esperado no país ainda nesta sexta-feira.

Relatos de horror

Testemunhas relataram cenas de extrema violência durante o incêndio. Gianni, de 19 anos, contou ao canal TF1-LCI que estava próximo ao bar quando o fogo começou e entrou no local para ajudar no resgate junto com familiares. Ele descreveu pessoas em parada cardíaca, feridos presos dentro do estabelecimento e corpos no chão. “As roupas derretiam junto com a pele. Era uma cena horrível”, afirmou. Segundo o jovem, estruturas metálicas de sofás foram usadas como macas improvisadas para retirar as vítimas.

Jovens atletas entre os presentes

De acordo com o jornal suíço Blick, jogadores da equipe júnior B do clube de futebol de Lutry, com idades entre 16 e 18 anos, estavam no bar Le Constellation no momento do incêndio. Uma mesa para 12 pessoas havia sido reservada pelo grupo. O presidente do clube, Stéphane Bise, informou que ao menos um atleta está hospitalizado, enquanto três ou quatro ainda não foram localizados. “Nosso clube e nosso vilarejo foram profundamente atingidos por essa tragédia”, declarou.

Investigações continuam

As autoridades suíças seguem trabalhando na identificação das vítimas e apuração das causas do incêndio. A procuradora-geral do cantão de Valais, Béatrice Pilloud, afirmou que equipes estão mobilizadas para acelerar os procedimentos e permitir a liberação dos corpos às famílias. Já o chefe da polícia cantonal, Frédéric Gisler, alertou que o processo pode levar vários dias.

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