O presidente Jair Bolsonaro disse, na manhã deste domingo (3), em uma rede social, que “apoia o Dr. Mauro Ribeiro, Presidente do Conselho Federal de Medicina, contra a proposta dos governadores do nordeste” de autorizar a atuação de médicos brasileiros formados no exterior, mesmo sem os diplomas revalidados no país, no combate da Covid-19.

Em vídeo, o presidente do CFM chama de “atitude covarde” a tentativa dos gestores estaduais de ampliar o contingente de profissionais na linha de frente do combate ao novo coronavírus. O pedido para autorizar a atuação dos médicos foi encaminhado ao governo federal no último mês e, desde então, tem dividido a opinião das autoridades.

“Vejo essa situação como uma situação de traição desses governadores, com argumentos falaciosos, com argumentos mentirosos, se aproveitando do momento de maior ameaça da história da nossa sociedade em relação a uma doença terrível, altamente transmissível, e de uma letalidade muito rápida, para aprovar algo totalmente desprezível”, disse Mauro Ribeiro.

Atualmente existem 54 mil acadêmicos de medicina e 3 mil residentes cadastrados que se voluntariaram para prestar atendimento sob supervisão durante a pandemia e, por isso, para Mauro Ribeiro, não há necessidade de buscar os brasileiros no exterior sem que eles mostrem nenhum tipo de conhecimento médico.

O presidente do CFM também declarou que existem boas faculdades em países vizinhos, como Paraguai e Bolívia, mas outras, a exemplo da localizada em Pedro Juan Caballeiro, na fronteira com o Mato Grosso do Sul, e em Ciudade del Leste, na fronteira de Foz do Iguaçu, que são de péssima qualidade.

Ele destacou que, com a formação nessas faculdades, não há a menor condição de o profissional ser aprovado no Revalida, exame para a autorização de exercício da medicina no Brasil para quem obteve diploma no exterior.

“O que esses governadores tinham que fazer, ao invés de ficar fazendo política barata, baseada em argumentos mentirosos, era garantir para os médicos, para os enfermeiros, para os técnicos de enfermagem, para os fisioterapeutas, para o pessoal da limpeza, para todos que neste momento estão nos hospitais enfrentando essa pandemia, garantir EPIs que deem o mínimo de segurança para que esses profissionais possam atuar”, disse.

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